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Paróquia dos Álamos, Funchal

2.ª semana do Advento C, incluindo a solebidade da Imaculada Conceição

Mão do Senhor

dê a alguém.
№ 685 | ano XIV | publicação desde 26outMMVIII
2 º Domingo do Advento C, 5dez2021
Paróquia dos Álamos

1: O círculo não tem princípio nem fim. A coroa do Advento recorda que Deus também não tem princí­pio nem fim. É sinal de que o amor a Jesus e às outras pessoas é cami­nho que nunca acaba.

2: São João Batista dizia: «Uma voz clama no de­serto: “Pre­pa­rai o cami­nhodoSe­nhor”».

Pároco: Ben­dito sejais, Senhor, nos­so Pai, Cria­dor de tudo o que existe. + Abençoai esta luz, sinal do nosso ar­dente desejo da vinda do Vosso Filho, Jesus Cristo. Fazei que as nossas vidas e os nos­sos cora­ções sejam continuamente ilumi­nados pelo Seu amor e pela Su­a palavra. Bendito sejais, Deus, Cri­a­dor e Redentor.

Todos: Bendito seja Deus para sempre!

Hoje, II Dº do Advento C, 5dez9h — Mis­sa ” 11h — Missa; 15h — por fa­vor, ar­me­mos presé­pio/ ce­nário do Auto

 

Cantemos todos

->] Entrada¯FS-CT255

Œ |:Preparai os caminhos do Se­nhor, Maranathá, Maranathá!:|2X * Vão chegar os dias do Reino, Maranathá, Maranathá!

Vem, Senhor Jesus, Maranathá, Maranathá!

v Vai chegar o Messias Prometido, Maranathá, Maranathá! Aplanai as veredas e caminhos, Marana­thá, Maranathá! * O Seu Nome será Deus connosco, Maranathá, Maranathá!

Coleta, pra rezar com quem está em casa, doente| Deus gran­de no amor, que chamais os hu­mildes à gloriosa luz do vosso rei­no, endireitai as veredas dos nos­sos corações, abatei a nossa so­berba e preparai-nos para a vinda do vosso Filho.

Palavra do Senhor¨

| Baruc 5,1-9| Deus mostrará o Seu esplendor.

Responsorial ¯ML-SR-p 254¯ O Senhor fez maravilhas em favor do Seu povo. + Salmo 125 (126),1-6

| Filipenses 1,4-6. 8-11| Puros e ir­repreensíveis para o dia de Cristo.

¯Aclamação¯ Aleluia! Antífona: Preparai o caminho do Senhor,endireitai as sua veredas * e toda a criatura verá a salva­ção de Deus.

Evangelho| Lucas 3,1-6 | Toda a criatura verá a salvação de Deus.

 

Oração dos Universal

sº|     Vinde, Senhor, Jesus.

dº9h|          Ouvi-nos, Senhor.

dº11h| Vinde, Senhor, e salvai-nos

 

[><] Apresentação dos Dons¯

u A Virgem espera o Messias, so­nhar divino. * A Virgem pressen­te a aurora, do seu Menino! * De Nazaré a Belém, viagem dura, * Maria vive o mistério, com que ternura!

Vós que sonhais e esperais pela luz sem par,* acolhei a Jesus Me­nino que vai chegar. * O Se­nhor vai chegar, é o Príncipe da Paz!

v O povo espera o Messias em longo Advento. * Em breve Jesus vai chegar: Feliz Momento! * Chegam José e Maria, já noite feita, * procuram onde ficar, nin­guém os aceita.

w A noite já o adivinha e está a­lerta, * o sol lembrou à lua: Está desperta! * Sobre Belém de Judá, virá uma estrela * a anunciar o Messias, bri­lhante e bela.

 

 Aclamação de anamnese¯

P: Mistério admirável da nossa fé!

R: Quando comemos deste pão e bebemos deste cálice, anuncia­mos, Senhor, a vossa morte, es­perando a vossa vinda gloriosa.

 

[<>] Comunhão¯ML+Per-CACr-p40

Maranathá! Vinde, Senhor Jesus! Maranathá!

u Abençoastes, Senhor, a vossa terra, * restaurastes os destinos de Jacob. * Perdoastes a culpa do vosso povo, * esquecestes todos os seus pecados. * Aplacastes to­da a vossa cólera, * refreastes o furor da vossa ira.

v Restaurai-nos, ó Deus, nosso Salvador, * e afastai de nós a Vossa indignação. * Estareis para sempre irritado contra nós, * pro­longareis a vossa ira de geração em geração? * Não voltareis a dar-nos a vida, * para que em Vós se alegre o vosso povo?

w Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia * e dai‑nos a vossa salvação. * Escutemos o que diz o Senhor: * Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis † e a quan­tos de coração a Ele se con­vertem. * A sua salvação está perto dos que o temem * e a sua glória habitará na nossa terra.

 

[-> Final ¯DR-CT162            Sº-DºII

Vem, Senhor, oh Vem, Senhor, vem, ó Jesus, vem!

Vem reinar no meu coração,

vem, ó Jesus, vem!

Œ Ao ver as mãos, gosto de as dar. Vem, ó Jesus, vem! E aos meus irmãos eu vou ajudar. Vem, ó Jesus, vem!

v E com estas mãos irás Tu comi­go. Vem, ó Jesus, vem! E com es­tes pés eu irei contigo. Vem, ó Je­sus, vem!

w Eu sinto o bater do meu cora­ção. Vem, ó Jesus, vem! E nasce em mim uma oração. Vem, ó Je­sus, vem!

¯CT526 Imaculada

 Quão bela és, ó Mãe Imaculada! * Vestes de Sol antes que a Luz desponte! * Calcas aos pés a Lua enamorada, * estrelas mil coroam tua fronte!

O teu olhar, fulgor da madruga­da, * de paz e amor enche o meu coração. * E com fervor, Maria Imaculada, * eis-me a cantar a
tua conceição!

‚ Deu-te poder o Deus Omnipo­tente, * para esmagares com teus pés virginais, * a dura e vil cabe­ça da serpente * que no Éden fe­riu os nossos pais.

ƒAinda mais bela e poderosa, * A espargir plo mundo o teu fulgor, * Deus te criou a nossa mãe bon­dosa, * que nos acolhe sempre com amor.

Esta semana

2ªfª6dez18h — Missa:

| Isaías 35,1-10

R| O Senhor, nosso Deus, vem salvar-nos. + Salmo 84 (85)

Evangelho| Lucas 5,17-26

o.f.| Vinde salvar-nos, Senhor.

 

Missa da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria:

3ªfª7dez18h — na Paróquia;

4ªfª8dez9h — na Paróquia; 10h30 — na capela do Marítimo.

Palavra do Senhor¨

| Génesis 3,9-15.20| Estabelece­rei inimizade entre a tua descen­dência e a descendência dela.

Responsorial¯ML-SR-p396 |:Cantai um cântico novo: o Senhor fez maravilhas.:|2X + Salmo 97 (98)

| Efésios 1,3-6.11s| Deus esco­lheu-nos em Cristo, antes da cri­ação do mundo.

¯Aclamação¯ Aleluia! Antífona: Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. * Bendita sois vós entre as mulheres.

Evangelho| Lucas 1,16-38| Ave, Maria, cheia de graça!

Credo... o.u.f.| Interceda por nós a Virgem Imaculada.

 

5ªfª9dez18h  — Missa:

| Isaías 41,13-20

R| O Senhor é clemente e com­passivo, paciente e cheio de bondade. + Salmo 144 (145)

Evangelho| Mateus 11,11-15

o.f.| Ouvi. Senhor, a nossa ora­ção,

 

6ªfª10dez17h — atendo; 18h — Missa:

| Isaías 48,17-19

R| Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida. + Salmo 1

Evangelho| Mateus 11,16-19

o.f.| Senhor, dai-nos a Vossa paz.

 

sº11dez17h — Reconciliação pra todosrenúncia;

18h — Missa — de hoje a 8 — III D do Advento C, III = Dº da Alegria, 12dez9h — Missa e Reconciliação pra todos, ” renúncia; 11h — Missa:

| Sofonias 3,14-18

R¯ Povo do Senhor exulta e canta de alegria. + Isaías 12,2-6

| Filipenses 2, 4-7

| Lucas 3,10-18

 

 \/ Por nossas palavras

«Erguei-vos e levantai a ca­beça porque é justa­mente nos momentos em que tudo parece estar a­cabado que o Senhor vem para nos sal­var; esperá-lo com alegria mesmo em meio às tribula­ções, nas crises da vida e nos dra­mas da história» (Angelus do Papa — Há 8 dias uEsco­la Paroquial de Pais Maria convida e coroa do Ad­ven­to pra esperar Jesus, ce­le­brar o Seu nascimento e Lhe pedir que nos envie Sua Luz, «sinais no sol, na lua e nas es­trelas... Então, hão de ver o Filho do ho­mem vir numa nuvem».

Por favor, leve postais às casas.

 

 

 

Continuamos a ir às aulas, à catequese e à Missa, com os mesmos cuidados de agora

Rev.ma Irmã,

Ex.mo Senhor,

Rev.mo Irmão/ Sr. Padre,

Saudações!

Espero e desejo que se encontre bem.

Se alguma dúvida houvesse acerca do normal atividade da Catequese, da Educação Moral e Religiosa Católica, das Escolas Católicas e do Ensino Superior, cumpre ao Secretariado Diocesano da Educação Cristã esclarecer que, da declaração de Situação de Contingência na Região Autónoma da Madeira, consta que

(^) «as escolas manterão as mesmas regras», e que

[^] «o executivo recomenda a vacina ou testagem para todos os participantes na Missa do Parto» (quinta-feira, 18 de novembro de 2021 —https://www.madeira.gov.pt/Governo-Regional-Madeira/ctl/Read/mid/4829/InformacaoId/135616/UnidadeOrganicaId/2/CatalogoId/0); não na Missa simplesmente. Sublinhámos.

Continuamos a ir às aulas, à catequese e à Missa, com os mesmos cuidados de agora.

***

Sexta-feira, 19 de novembro de 2021 (JORAM, I Série, Número 210), a PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL (Resolução n.º 1208/2021) declara a situação de contingência na Região Autónoma da Madeira, [...] com efeitos a partir das 0:00 horas do dia 20 de novembro de 2021 até às 23:59 horas do dia 15 de dezembro de 2021. [...]

Resolve:

[^] Recomendar [...] porém: [...] «para o acesso a [...] igrejas [...]  teste TRAg de despiste de infeção por SARS-CoV-2, com resultado negativo, realizado nos últimos sete dias, ou em alternativa ser portadores de Certificado Digital Covid da União Europeia ou de documento que certifique que o portador foi vacinado contra a COVID-19». Sublinhámos.

Obrigado.

Feliz Domingo de Cristo Rei e Dia da Juventude!

padre Héctor 

31 de outubro de 2021: Rosário com Procissão das velas

https://www.facebook.com/alamosparoquia?__cft__[0]=AZWCPozeR09qUWGiOa0Hjsx6IUqk0NRE6pISNYnujoK0TulL-tN1mMEcMY5c9C3WaU8OpE0J_h4MbYzs2Z8HB_VAi8bj5qBqjP6iiyDtLcPgehfKcVY1Kg6wZQxG5zW4NfI&__tn__=-UC%2CP-R

 

Paróquia dos Álamos

¯ Procissão¯

1º mistério gozoso: Anunciação…
A treze de Maio * Na Cova da Iria, * Apareceu brilhando * A Virgem Maria.

R: Avé, Avé, Avé Maria!

Avé, Avé, Avé Maria!

2º mistério gozoso: Visitação…
A Virgem Maria * Cercada de luz, * Nossa Mãe bendita * E Mãe de Jesus. R:

3 º mistério gozoso: Natal…
Foi aos pastorinhos, * Que a Virgem falou, * Desde então nas almas, * Nova luz brilhou. R:

4 º mistério gozoso: Apresentação de Jesus…
Com doces palavras, * Mandou-nos rezar, * A Virgem Maria, * Para nos salvar. R:

5 º mistério gozoso: Jesus no templo…
Mas jamais esqueçam * Nossos corações, * Que nos fez a Virgem, * Determinações. R:

1º mistério luminoso: Batismo…
Sobre os braços da_azinheira,

Tu vieste, ó Mãe clemente,

|:Visitar a lusa gente,

De quem és a Padroeira.:|2X

R: Avé, avé, avé, Mãe celestial.

Avé, avé, avé, canta Portugal.

 

2º mistério luminoso: …Caná…
Foi na Cova da Iria,

Quando o terço te rezavam,

|:Quando os sinos convidavam

A orar era meio dia.:|2X R:

 

3º mistério luminoso: …Reino…
Que descestes lá dos Céus

A falar aos pastorinhos,

|:Inocentes pobrezinhos,

Mãe dos homens, Mãe de Deus.:|2X R:

 

4º mistério luminoso: …Transfiguração…
Penitência e oração

Se fizesse lhes pedias;

|:Do rosário que trazias

Mais pediste a devoção.:|2X R:

 

5º mistério luminoso: Última Ceia
Seja, pois, o Santo Terço

Do Céu querida oração;

|:Terna e viva devoção

Que te oferte o luso berço.:|2X R:

 

1º mistério glorioso: Ressurreição…
R: Miraculosa Rainha dos Céus,

Sob o teu manto tecido de luz,

Faz com que a guerra

Se acabe na terra

E haja entre os homens

A paz de Jesus.

 

2º mistério glorioso: Ascensão…
Nossa Senhora, Mãe de Jesus, dá‑nos a graça da tua luz. Virgem Maria, Divina Flor, dá-nos a esmola do teu amor. R: Miraculosa …

 

3º mistério gloriosos: Pentecostes…
Se em teu regaço, bendita Mãe,

Toda a amargura remédio tem,

As nossas almas pedem que vás

Junto da guerra fazer a paz! R: Miraculosa …

 

4º mistério glorioso: Assunção…
Pelas crianças, flores em botão…

Pelos velhinhos sem lar nem pão…

Pelos soldados que à guerra vão…

Senhora, escuta nossa oração! R: Miraculosa …

 

5º mistério glorioso: Coroação de Maria…
R: Miraculosa …

 

Despedida

R: |:Boa noite, boa noite, Maria,

Boa noite minha Mãe.:|2X

u O dia foi lindo p’ra mim,

foi lindo p’ra ti, harmonia.

Vivemos na mesma cruz

juntos com Jesus na alegria.

v As horas de contemplação

foram oração em festa.

Agora, no fim deste dia,

rezo a teu Jesus, Maria.

w A bênção p’ra todos os meus,

para os pecadores que são teus.

A paz para os que sofrem,

para os que morrem sem Deus. 

 

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2021

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
O PAPA FRANCISCO
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 20
21

 

«Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20)

 

Queridos irmãos e irmãs!

Quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos. A relação de Jesus com os seus discípulos, a sua humanidade que nos é revelada no mistério da Encarnação, no seu Evangelho e na sua Páscoa mostram-nos até que ponto Deus ama a nossa humanidade e assume as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos anseios e angústias (cf. Conc. Ecum. Vat II, Const. past. Gaudium et spes, 22). Tudo, em Cristo, nos lembra que o mundo em que vivemos e a sua necessidade de redenção não Lhe são estranhos e também nos chama a sentirmo-nos parte ativa desta missão: «Ide às saídas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes» (cf. Mt 22, 9). Ninguém é estranho, ninguém pode sentir-se estranho ou afastado deste amor de compaixão.

A experiência dos Apóstolos

A história da evangelização tem início com uma busca apaixonada do Senhor, que chama e quer estabelecer com cada pessoa, onde quer que esteja, um diálogo de amizade (cf. Jo 15, 12-17). Os Apóstolos são os primeiros que nos referem isso, lembrando inclusive a hora do dia em que O encontraram: «Eram as quatro da tarde» (Jo 1, 39). A amizade com o Senhor, vê-Lo curar os doentes, comer com os pecadores, alimentar os famintos, aproximar-Se dos excluídos, tocar os impuros, identificar-Se com os necessitados, fazer apelo às bem-aventuranças, ensinar de maneira nova e cheia de autoridade, deixa uma marca indelével, capaz de suscitar admiração e uma alegria expansiva e gratuita que não se pode conter. Como dizia o profeta Jeremias, esta experiência é o fogo ardente da sua presença ativa no nosso coração que nos impele à missão, mesmo que às vezes implique sacrifícios e incompreensões (cf. 20, 7-9). O amor está sempre em movimento e põe-nos em movimento, para partilhar o anúncio mais belo e promissor: «Encontramos o Messias» (Jo 1, 41).

Com Jesus, vimos, ouvimos e constatamos que as coisas podem mudar. Ele inaugurou – já para os dias de hoje – os tempos futuros, recordando-nos uma caraterística essencial do nosso ser humano, tantas vezes esquecida: «fomos criados para a plenitude, que só se alcança no amor» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 68). Tempos novos, que suscitam uma fé capaz de estimular iniciativas e plasmar comunidades a partir de homens e mulheres que aprendem a ocupar-se da fragilidade própria e dos outros (cf. ibid., 67), promovendo a fraternidade e a amizade social. A comunidade eclesial mostra a sua beleza, sempre que se lembra, com gratidão, que o Senhor nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4, 19). Esta «predileção amorosa do Senhor surpreende-nos e gera maravilha; esta, por sua natureza, não pode ser possuída nem imposta por nós. (…) Só assim pode florir o milagre da gratuidade, do dom gratuito de si mesmo. O próprio ardor missionário nunca se pode obter em consequência dum raciocínio ou dum cálculo. Colocar-se “em estado de missão” é um reflexo da gratidão» (Francisco, Mensagem às Pontifícias Obras Missionárias, 21 de maio de 2020).

E, no entanto, os tempos não eram fáceis; os primeiros cristãos começaram a sua vida de fé num ambiente hostil e árduo. Histórias de marginalização e prisão entrelaçavam-se com resistências internas e externas, que pareciam contradizer e até negar o que tinham visto e ouvido; mas isso, em vez de ser uma dificuldade ou um obstáculo que poderia levá-los a retrair-se ou fechar-se em si mesmos, impeliu-os a transformar cada incómodo, contrariedade e dificuldade em oportunidade para a missão. Os próprios limites e impedimentos tornaram-se um lugar privilegiado para ungir, tudo e todos, com o Espírito do Senhor. Nada e ninguém podia permanecer alheio ao anúncio libertador.

Possuímos o testemunho vivo de tudo isto nos Atos dos Apóstolos, livro que os discípulos missionários sempre têm à mão. É o livro que mostra como o perfume do Evangelho se difundiu à passagem deles, suscitando aquela alegria que só o Espírito nos pode dar. O livro dos Atos dos Apóstolos ensina-nos a viver as provações unindo-nos a Cristo, para maturar a «convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos», e a certeza de que «a pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente será fecunda (cf. Jo 15, 5)» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 279).

O mesmo se passa connosco: o momento histórico atual também não é fácil. A situação da pandemia evidenciou e aumentou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que já tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguranças e as fragmentações e polarizações que nos dilaceram silenciosamente. Os mais frágeis e vulneráveis sentiram ainda mais a sua vulnerabilidade e fragilidade. Experimentamos o desânimo, a deceção, o cansaço; e até a amargura conformista, que tira a esperança, se apoderou do nosso olhar. Nós, porém, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos vossos servos por amor de Jesus» (2 Cor 4, 5). Por isso ouvimos ressoar nas nossas comunidades e famílias a Palavra de vida que ecoa nos nossos corações dizendo: «Não está aqui; ressuscitou» (Lc 24, 6); uma Palavra de esperança, que desfaz qualquer determinismo e, a quantos se deixam tocar por ela, dá a liberdade e a audácia necessárias para se levantar e procurar, criativamente, todas as formas possíveis de viver a compaixão, «sacramental» da proximidade de Deus para connosco que não abandona ninguém na beira da estrada. Neste tempo de pandemia, perante a tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome dum sadio distanciamento social, é urgente a missão da compaixão, capaz de fazer da distância necessária um lugar de encontro, cuidado e promoção. «O que vimos e ouvimos» (At 4, 20), a misericórdia com que fomos tratados, transforma-se no ponto de referimento e credibilidade que nos permite recuperar e partilhar a paixão por criar «uma comunidade de pertença e solidariedade, à qual saibamos destinar tempo, esforço e bens» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 36). É a sua Palavra que diariamente nos redime e salva das desculpas que levam a fechar-nos no mais vil dos ceticismos: «Tanto faz; nada mudará!» Pois, à pergunta «para que hei de privar-me das minhas seguranças, comodidades e prazeres, se não vou ver qualquer resultado importante», a resposta é sempre a mesma: «Jesus Cristo triunfou sobre o pecado e a morte e possui todo o poder. Jesus Cristo vive verdadeiramente» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 275) e, também a nós, nos quer vivos, fraternos e capazes de acolher e partilhar esta esperança. No contexto atual, há urgente necessidade de missionários de esperança que, ungidos pelo Senhor, sejam capazes de lembrar profeticamente que ninguém se salva sozinho.

Como os apóstolos e os primeiros cristãos, também nós exclamamos com todas as nossas forças: «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20). Tudo o que recebemos, tudo aquilo que o Senhor nos tem concedido, ofereceu-no-lo para o pormos a render doando-o gratuitamente aos outros. Como os apóstolos que viram, ouviram e tocaram a salvação de Jesus (cf. 1 Jo 1, 1-4), também nós, hoje, podemos tocar a carne sofredora e gloriosa de Cristo na história de cada dia e encontrar coragem para partilhar com todos um destino de esperança, esse traço indubitável que provém de saber que estamos acompanhados pelo Senhor. Como cristãos, não podemos reservar o Senhor para nós mesmos: a missão evangelizadora da Igreja exprime a sua valência integral e pública na transformação do mundo e na salvaguarda da criação.

Um convite a cada um de nós

O tema do Dia Mundial das Missões deste ano – «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20) – é um convite dirigido a cada um de nós para cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração. Esta missão é, e sempre foi, a identidade da Igreja: «ela existe para evangelizar» (São Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 14). No isolamento pessoal ou fechando-se em pequenos grupos, a nossa vida de fé esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratidão; por sua própria dinâmica, exige uma abertura crescente, capaz de alcançar e abraçar a todos. Atraídos pelo Senhor e a vida nova que oferecia, os primeiros cristãos, em vez de cederem à tentação de se fechar numa elite, foram ao encontro dos povos para testemunhar o que viram e ouviram: o Reino de Deus está próximo. Fizeram-no com a generosidade, gratidão e nobreza próprias das pessoas que semeiam, sabendo que outros comerão o fruto da sua dedicação e sacrifício. Por isso apraz-me pensar que «mesmo os mais frágeis, limitados e feridos podem [ser missionários] à sua maneira, porque sempre devemos permitir que o bem seja comunicado, embora coexista com muitas fragilidades» (Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 239).

No Dia Mundial das Missões que se celebra anualmente no penúltimo domingo de outubro, recordamos com gratidão todas as pessoas, cujo testemunho de vida nos ajuda a renovar o nosso compromisso batismal de ser apóstolos generosos e jubilosos do Evangelho. Lembramos especialmente aqueles que foram capazes de partir, deixar terra e família para que o Evangelho pudesse atingir sem demora e sem medo aqueles ângulos de aldeias e cidades onde tantas vidas estão sedentas de bênção.

Contemplar o seu testemunho missionário impele-nos a ser corajosos e a pedir, com insistência, «ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2), cientes de que a vocação para a missão não é algo do passado nem uma recordação romântica de outrora. Hoje, Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão. E esta chamada, fá-la a todos nós, embora não da mesma forma. Lembremo-nos que existem periferias que estão perto de nós, no centro duma cidade ou na própria família. Há também um aspeto da abertura universal do amor que não é geográfico, mas existencial. Sempre, mas especialmente nestes tempos de pandemia, é importante aumentar a capacidade diária de alargar os nossos círculos, chegar àqueles que, espontaneamente, não sentiria como parte do «meu mundo de interesses», embora estejam perto de nós (cf. Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 97). Viver a missão é aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã. Que o seu amor de compaixão desperte também o nosso e, a todos, nos torne discípulos missionários.

Maria, a primeira discípula missionária, faça crescer em todos os batizados o desejo de ser sal e luz nas nossas terras (cf. Mt 5, 13-14).

Roma, em São João de Latrão, na Solenidade da Epifania do Senhor, 6 de janeiro de 2021.

 

Francisco

 

 
 

 


© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

Fotografias e Conteúdos projetados no Dia Diocesano do Catequista - Igreja Paroquial do Caniçal, 05 de outubro de 2021

Caros Amigos(as),

boa tarde!

 

Espero-vos bem.

 

Partilho convosco os conteúdos projetados no Dia Diocesano do Catequista - Igreja Paroquial do Caniçal, 05 de outubro de 2021 e fotos do evento. O nosso muito obrigado à Senhora Dr.ª Cristina Sá Carvalho por disponibilizar e permitir a divulgação dos conteúdos dos PowerPoint que preparou para este encontro. Bem haja! 

 

Os ficheiros PDF podem ser partilhados com todos os Catequistas da Diocese do Funchal, assim como as fotos, acessíveis ao clicar a ligação seguinte:

 

https://photos.app.goo.gl/DG6tyo8kYFe4xCdp7

 

Também se apresenta a notícia do encontro no Jornal da Madeira:

 

https://www.jornaldamadeira.com/2021/10/06/d-nuno-bras-lembra-aos-catequistas-que-o-que-tem-de-transmitir-e-jesus-cristo/

http://www.jornaldamadeira.com/2021/10/08/dia-diocesano-do-catequista-nao-ha-catequese-sem-encontro/ 

O Jornal da Madeira esteve à conversa com a Dr.ª Cristina Sá Carvalho, precisamente sobre o Novo Diretório para a Catequese, diálogo esse que será publicado brevemente.

 

Abraço amigo,

Gerardo.

 

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