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Paróquia dos Álamos, Funchal

Estai vós tam¬bém preparados.... inscrição prà catequese

Mão do Senhor

Não deixe pela igreja; leve a alguém.

№ 564| ano 8 | publicação desde 26outMMVII

19º Domingo Comum, ciclo C, 11ago2019

Paróquia dos Álamos

caminho da Azinhaga, 3 *9020-067 Funchal

Ŧ 291751451; hectoralamos@sapo.pt; alamos.blogs.sapo.pt

 

Hoje, XIXDºComumC,

11ago9h + 11h — Missa:

Cantemos todos

->]¯Entrada¯DJ-CT14

 

u Da paz dos nossos lares, a cantar, nós vamos a ti. * Das vilas e ci­dades a crescer, nós va­mos a ti. * Dos montes e dos vales a rezar, nós vamos a ti. * Do estudo, do tra­balho e do dever, nós vamos a ti.

 

Igreja nossa mãe, * tem­plo do Senhor, * gló­ria a ti, Igreja san­ta, * mãe e mestra dos cristãos. * Nossa voz te reza e canta: * Vi­va Cristo nos ir­mãos!

 

v Guiados pela luz na mesma fé, nós vamos a ti. * Unidos ao redor dum só pastor, nós va­mos a ti. * Repletos de Espírito de Deus, nós vamos a ti. * Armados com a força do Se­nhor, nós vamos a ti.

w Com o nosso sofrer e a nossa dor, nós vamos a ti. * Com a nossa ilusão e a nossa es­perança, nós vamos a ti. * Com as nossas fraquezas e pobreza, nós vamos a ti. * Em busca do Se­nhor, que é nossa herança, nós va­mos a ti.

x Com todos os que não puderam vir, nós vamos a ti. * Com os fi­lhos e pais que estão ausentes, nós vamos a ti. * Com os nossos doentes e velhinhos, nós vamos a ti. * Com as nossas cri­anças inocentes, nós vamos a ti.

 

oração & Coleta |prò ministério da Co­munhão junto do doente, ca­da domingo| Arda em nossos corações, Se­nhor, aquela fé que levou Abra­ão a ser peregrino sobre a terra, para que vigiemos a hora de chegar à pátria eterna.

¨ Palavra do Senhor

| Sabedoria 18,6-9| Da mes­ma forma castigastes os adversários e nos co­bristes de glória, cha­mando-nos a Vós.

Responsorial ¯ML-SR-p312¯ Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança. + Salmo 32 (33)

| Hebreus 11,1s.8-19| Esperava a cidade, da qual Deus é arquiteto e construtor.

¯Aclamação¯Aleluia! Antífona: Vigiai e estai preparados, porque na hora em que não pensais virá o Filho do homem.

Evangelho| Lucas 12,32-48| Estai vós tam­bém preparados.

 

Oração dos Fiéis =o.f.-

sº19h| Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

dº9h| Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

dº11h| Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo.

 

[><] ¯Apresentação dos Dons¯ ST-CT75

u Ofertas singelas, pão e vinho, * sobre a mesa colocamos, * sinal do trabalho que fizemos * e aqui depositamos.

É teu também nosso coração. * A­ceita, Senhor, a nossa oferta, * que será depois, na certa, * o Teu próprio ser.

v Recebe, Senhor, da Natureza * todo o fruto que colhemos. * Re­cebe o louvor de nossas obras * e o progresso que fizemos.

w Sabemos que tudo tem valor * depois que a terra visitaste: * embora tivéssemos pecado, * foi bem mais o que pagaste.

 

Eucaristia/\ Aclamação de anamnese

R¯ Mistério da fé!

[<>] ¯Comunhão¯CG-CT142

Que bom é o Pão que Tu no dás, * oferta do Teu amor, Senhor. * que bom é o Pão que Tu nos dás, * o Pão saboroso que és Tu.

u Cada vez que repartirdes es­te Pão * fazei-o em memória de Mim.

v Lembrareis a minha morte a­té Eu vir * de novo juntar-me convosco.

w O Meu Corpo é o alimento que vos dou; * comei, saciai a vossa fome.

[->¯Final ¯ML-CT768

|:Ide por todo o mundo, * anunciai a Boa Nova.:|2X

u Louvai o Senhor, todas as gentes, * aclamai-O todos os povos.

v O seu amor por nós é firme, * e­terna a Sua fidelidade.

 

Esta semana

2ªfª12ago19h  Missa Terço.

1ª| Deuteronómio 10, 12-22

R| Jerusalém, louva o teu Senhor. + Salmo 147

Evangelho| Mateus 17,22-27

o.f.| Pela Páscoa do Vosso Filho, salvai-‑nos, Senhor.

 

3ªfª13ago19h   Missa Terço.

1ª| Deuteronómio 31,1-8

R| A herança do Senhor é o Seu povo. + Deuteronómio 32,3s.7-9.12

Evangelho| Mateus 18,1-5.10.12-14

o.f.| Ouvi-nos, Senhor.

 

Assunção da Virgem Santa Maria

 

‑>]¯Entrada¯MM‑CT540

Sois bendita, rainha dos Céus.

Sois a honra do povo de Deus.

u Bendita sois, Maria, no Senhor Deus excelso, * entre todas as
mulheres sobre a terra.

v Vós sois a glória de Jerusalém, Vós sois a alegria de Israel. * Vós sois a honra do nosso Povo.

w Exulte a minha alma, pois me ajudastes; * cantarei ao Senhor pelas mercês que me fez.

x Toda sois formosa, ó Maria, * e a mácula original não existe em Vós.

y Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, * bendita sois vós entre as mulheres.

 

4ªfª14ago19h:¨ Vigília da Solenidade

| 1 Crónicas 15,3s.15s-16,1‑2| Le­varam a arca de Deus e co­loca­ram‑na no meio da tenda que David mandara levantar pra ela.

Responsorial ¯ML‑SR‑p378¯ Levantai-‑Vos, Senhor, e entrai no vos­so repouso, Vós e a arca da vos­sa majestade. + Salmo 131 (132)

| 1 Coríntios 15,20‑27| Deu-nos a vitória por Jesus Cristo.

¯Aclamação¯ Aleluia! Antífona: Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Evangelho| Lucas 11, 27s| Feliz A­que­la que te trouxe no seu ventre.

o.f.| Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

5ªfª15ago9+11h: ¨ Dia da Solenidade

| Apocalipse 11, 19;12, 1‑6.10| U­ma mulher revestida de sol e com a lua debaixo dos pés.

Responsorial ¯FS‑CT487¯ À vossa direita, Senhor, a Rainha do céu, ornada de ouro mais fino. + Salmo 44 (45)

| 1 Coríntios 15,20‑27| Primeiro Cristo, como primícias; depois os que pertencem a Cristo.

¯Aclamação¯ Aleluia! Antífona: Maria
foi elevada ao Céu: * alegra‑se a multidão dos Anjos.

Evangelho| Lucas 1, 39‑56| O Todo­‑Poderoso fez em mim maravilhas: exal­tou os humildes.

o.f.9h | Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

o.f.11h | Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós.

 

[> <] ¯Apresentação dos Dons¯BS‑CT74

u O pão da vida eterna prometida * virá sobre o altar; * com ele cor­po e alma, o ser e a vida * quere­mos ofertar.

Senhora que no templo oferces­te * ao pai celeste a vítima de a­mor! * Sejam de novo as Tuas mãos de alvura * que a Hóstia pura o­fertem ao Senhor!

v No cálice, vinho e água destina­dos * a Sangue da Paixão; * e nele desatinos e pecados * do nosso co­ração.

[<>] ¯Comunhão ¯AM‑CT776

u A minh’alma canta jubilosa * e a­legra‑se em Deus, meu Salvador. * Porque Ele ama a Sua hu­milde serva, * grandes maravilhas faz e mim.

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor está Contigo. Ave, Ma­ria, cheia de graça, o Senhor está Contigo, ó Maria!

v Sobre todos aqueles que O te­mem * Deus estende sempre o Seu amor: * manifesta a força do seu braço, * dispersa os soberbos com poder.

w Deus derruba do seu trono os grandes * e exalta os humildes com amor; * enquanto enche de bens os famintos, * deixa os ricos sem nada as mãos.

x Com ternura e misericórdia * Deus cuida o seu povo, Israel; * recordando a promessa feita * a Abraão e a todo o que tem fé.

y Glória a Deus pai todo‑podero­so, * glória a Jesus Cristo, nosso irmão; * glória ao Espírito de a­mor e graça * por todos os sécu­los. Amen.

[‑>¯Final ¯CT570

Ó glória da nossa terra,

Que tens salvado mil vezes,

Enquanto houver Portugueses,

Tu serás o seu amor, o seu amor.

uSalve, nobre padroeira * Do po­vo teu protegido, * Entre todos escolhido * Para povo do Senhor.

vÉs a nossa padroeira; * Não largues o padroado * Do rebanho confiado * Ao teu poder protetor.

wFlor de suave perfume * Para to­da a lusa gente, * Entre nós, em cada crente * tens esmerado cultor.

xA tua glória é valer‑nos, * Não tens maior alegria: * Ninguém chama por Maria * Que não al­cance favor.

yPortugal, qual outra fénix, * À vi­da torna outra vez. * Não se cha­me português * Quem cristão de fé não for. *

 

6ªfª16ago17h—atendo; 19h—Missa.

1ª| Josué 24,1-13

R| É eterna a Sua bondade. + Salmo 135 (136)

Evangelho| Mateus 19,3-12

o.f.| Senhor, ensinai-nos a amar.

 

sº17ago19h—Missa.

 

De hoje a 8, XX Dº Comum C, 18ago9h + 11h — Missa:

| Jeremias 38,4-6. 8-10

R¯ Senhor, socorrei-me sem demora. + Salmo 39 (40)

| Hebreus 12, 1-4

Evangelho | Lucas 12,49-53

 

\/ Por nossas palavras: formação

 

12agoº: Santa Joana Francisca Frémiot de Chantal contraiu Matrimónio e educou na piedade os 6 filhos. Já viúva, dedicou-se, sob a direção de São Francisco de Sales, à caridade, especialmen­te para com os po­bres e os enfermos. Fun­dou a Ordem da Visitação de Santa Maria, que também di­rigiu sabiamente. Morreu a 13 de dezembro, em Moulins (França).

 

13agoº|testemunho| Bispo de Roma desde 231, são Ponciano foi desterrado para a Sardenha, com o presbítero Hipólito, pelo imperador Maxi­mino, no ano 235. Aí abdicou do pontificado e morreu. O seu corpo foi sepultado no cemitério de Calixto e o de santo Hipólito no cemitério que está junto à Via Ti­burti­na. A Igreja Romana presta culto a ambos os mártires já desde o princípio do século IV.

 

14agoº (de manhã) Y caridade: São Ma­ximiliano Maria Kolbe foi presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, fun­dador da Milícia de Maria Imaculada. Deportado pra diversos lugares, ofereceu-‑se aos algozes pra substituir um condenado à morte, no campo de concentração de Auschwitz (Po­lónia).

CATEQUESE/2019-2020

Em agosto, ao domingo, das 10h às 11h, pode inscrever-se

:: pela 1ª vez na Paróquia, trazendo:

 * certidão de Batismo ou cédula de vida cristã,

 * 2 fotografias/tipo/passe; e

:: todos os anos — 8€; recebe o catecismo, etc.

Além disto, se vem da catequese doutra Paróquia, traga de lá, por favor, a ficha do cate­quizando com autorização de transferência.

 

Santíssimo!

Solenidade do Santíssimo Sacramento da EucaristiaDSCN8529Véspera (sábado)

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DSCN8553toalha alusiva à Eucaristia, de Zezinha Valente:

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DSCN8561Missa vespertina

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Apresentação dos dons por escuteiros e membros do Conselho PastoralDSCN8566

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Dia da Solenidade do Santíssimo... (Domingo do Senhor)DSCN8581

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Missa do Dia da Soenidade...DSCN8601

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Apresentação dos dons pela Confraria do Santíssimo Sacramento e pela crianças da Primeira ComunhãoDSCN8614

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Procissão do Santíssimo SacramentoDSCN8619

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le coq parrossiale

 

7 de julho: últimas inscrições!15-16jul1

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festa de São João Batista e da catequese/ verão/ 2019

2018-2019 cartaz SJB&SSS

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1.ª Comunhão = festa da Eucaristia (penúltimo domingo de junho)

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sábado e último domingo de junho ->

-> festa da catequese

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->liturgia:

 

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catequista formados no passado ano pastoral:  

 

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-> Galeão e Centro de Reabilitação Psicopedagógica da Sagrada Família:

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-> conjunto musical:

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último domingo de junho->

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-> procissão:

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Corpo de Deus; Novena, festas de São João Batista (último domingo de junho) e Santíssimo (1º domingo de julho)

2018-2019 cartaz SJB&SSS

A alegria do encontro

com Jesus Cristo

 

Novena, Missa a São João Batista por sítios

 

6ª21jun18h, Lugar do Meio

importância e urgência do encontro;

 

sº22jun18h, Ribeira Grande

oportunidade e sinal de encontro;

 

Dº, 23jun9h, Lombo Jamboeiro

— o Ressuscitado e Seu anúncio;

 

2ª24jun19h, Salão

Igreja-comunidade;

 

3ª25jun19h, Santana

Palavra, Eucaristia, Caridade;

 

4ª26jun19h, Galeão

mediador do encontro;

 

5ª27jun19h, Olival, Água de Mel Penteada

encontro com os mais novos;

 

6ª28jun19h, Álamos

encontro com os mais velhos;

 

sº29jun19h, Vigília

alegria do encontro.

Celebração diocesana do Corpo de Deus

 
Homilia no Corpo de Deus
21-06-2019
 

SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE

DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Funchal, 22 de Junho de 2019

Ano C

Largo do Colégio

"Anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha"

1. Encerradas as festas pascais com a Solenidade do Pentecostes, podemos agora deter-nos a contemplar e celebrar (particularmente nós, as "Ilhas do Santíssimo Sacramento") o Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus - quer dizer: esta realidade sacramental que Jesus nos deixou e que nos mandou (a nós, seus discípulos) que celebrássemos até Ele regressar colocando fim à história.

Até esse momento - "até que Ele venha", dizia S. Paulo, na sequência daquilo que o próprio Senhor afirmou na Última Ceia: "Não beberei mais do fruto da videira, desde agora, até àquele dia em que convosco o hei-de beber, novo, no Reino do meu Pai" (Mt 26,29) - até esse momento de plenitude, havemos nós, seus discípulos, de celebrar e nos alimentarmos com o Sacramento Eucarístico.

Entre estes dois banquetes (a Última Ceia de Jesus com os discípulos e o banquete escatológico, final, quando o mundo inteiro for entregue por Jesus nas mãos do Pai), vivemos a fé como peregrinos. E a Eucaristia - toda e qualquer celebração da Eucaristia - será sempre marcada por estas três realidades: memória (quer dizer: presença) da morte do Senhor e da sua última Ceia; antecipação do gozo em que nos será dado contemplar a Deus face a face; alimento sobreabundante de peregrino, força que nos transforma, presença de Deus que nos revigora, a nós, cansados caminheiros do Céu.

2. Mas, ao celebrarmos a Eucaristia, afirmava S. Paulo na IIª leitura, ao celebrarmos a Eucaristia, anunciamos também a morte do Senhor. Porque havemos nós de anunciar, constantemente, a morte do Senhor? Não é ela uma derrota (a derrota de Deus diante do pecado dos homens que se recusam a recebê-lo)?

Claro que a cruz é uma derrota. Claro que a cruz é uma falência. Tal como a morte humana (a morte de cada ser humano) é uma derrota, uma falência: é aquele momento em que já não somos capazes de viver; em que cessam as sabedorias humanas; em que todo o nosso poder se mostra fraco.

À morte, estamos nós, seres humanos, habituados: contamos com ela, faz parte do nosso viver. Mas não estamos habituados - como poderíamos estar? - à morte de Deus. Como poderia Deus sofrer a morte? Como poderia Ele estar sujeito à fraqueza, à impotência máxima, ao aniquilamento do seu ser? Quando os discípulos vêem Jesus que pende da Cruz, é natural que fujam, desanimados e sem sentido. Afinal, Aquele que comandava ventos e mares, Aquele que curava e que falava com a autoridade divina, perdoando os pecados; Aquele diante de quem não raras vezes sentiam o temor devido somente à presença de Deus, também Ele ali estava, pendendo do madeiro, sofrendo a caducidade humana, sujeito à maior agonia então imaginável. Que fazer, senão fugir? Que fazer, senão procurar o regresso ao quotidiano, e tentar que tudo não tivesse passado de um sonho transformado em pesadelo?

Mas a ressurreição do Senhor, aqueles encontros com o Ressuscitado que se seguiram ao dia de Páscoa; o olhar com os olhos de discípulos; o escutar com os seus ouvidos; o tocar o Ressuscitado com as próprias mãos; as refeições tomadas com Jesus ao longo daqueles 40 dias; a Sua presença gloriosa que vencia e ultrapassava todos os obstáculos: tudo isso conduziu os discípulos a um outro entendimento, a olhar para a cruz de um modo radicalmente diferente.

Que o homem morra é normal; mas que Deus sofra a morte, custa-nos, ainda hoje, entender - que Deus experimente o que é morrer; que Ele experimente a morte real, física e moral; que sofra o abandono dos seus, a solidão, o silêncio, a dor maior do abandono do Pai, para (por nossa causa) vencer a morte e nos dar a vida, a Sua vida - isso apenas poderá ter uma justificação: o amor divino, incomensurável, o amor maior e concreto por todos e por cada um: o amor definitivo. Ou, simplesmente, "o amor".

A morte de Jesus, longe de ser apenas uma morte injusta e sem sentido, mostrou e mostra ainda hoje a todo o que se deixar confrontar por ela, o quanto cada ser humano vale para Deus. Mostra como o amor divino pode ir longe - bem mais longe que qualquer sentimento, bem mais longe que qualquer poder humano, bem mais longe que qualquer desejo: é uma vontade (um querer divino!) de a todos chegar, de a todos oferecer a sua vida, de a todos convencer com o amor, de a todos oferecer a eternidade. A Cruz de Jesus Cristo é o lugar do amor. Neste Jesus que assim morre na cruz, conhecemos o que é o amor, sem fronteiras, sem limites - o amor que tudo pode porque não é fruto de uma fantasia ou de um sentimento vago, mas antes daquele querer divino, único a poder vencer a morte no seu próprio terreno.

Não nos espante, portanto, irmãos, que S. Paulo nos diga - a nós, discípulos que celebramos a Eucaristia, a nós que comungamos - que sempre que o fazemos anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha! Anunciamos, verdadeiramente, a morte do Senhor. Somos seus anunciadores, seus pregoeiros; somos portadores da morte de Jesus, porque nela se mostrou o amor e a medida do amor: "longe de mim gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo" - afirmava S. Paulo noutro lugar (Gal 6,14). Na cruz de Jesus Cristo vem-nos ao encontro a vida que vence a morte; e no Crucificado somos surpreendidos pela grandeza do ser humano, a grandeza de cada um de nós; a grandeza que permanece sem que nada mais a possa destruir.

3. Sim, todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice anunciamos a morte do Senhor - nós, discípulos peregrinos do Céu - até que Ele venha de novo na plenitude dos tempos. O mesmo é dizer: anunciamos o amor até ao fim; anunciamos o amor na sua medida mais alta e excelente; anunciamos o amor que vence efectivamente o ódio, a guerra, o egoísmo; anunciamos o amor que transforma o mundo (o único a poder transformar o mundo!).

Quando celebramos a Eucaristia, celebramos este Amor, único e total de Deus por cada um de nós e por todos; quando comungamos, recebemos em nós o Amor. Quando nos ajoelhamos diante do Santíssimo Sacramento, ajoelhamos diante do Amor. Quando abrimos o nosso coração num momento de oração silenciosa perante o Sacrário, abrimos o nosso coração ao Amor. E quando O mostramos à cidade, numa procissão jubilosa, mostramos a todos o Amor - aquele Amor de que todos os homens necessitam para ser, para viver, para resolver os seus problemas, para chegar à verdadeira e autêntica felicidade. Mostramos o Amor que é fonte de verdadeira comunhão.

Grande é a graça, irmãos, de poder olhar com os nossos olhos o Pão Eucarístico, e de contemplar o Deus morto e ressuscitado a dar-nos a vida. Grande é a graça de receber Deus nas nossas mãos, na nossa boca, no nosso coração: sim, Aquele que tudo criou e que nos criou a nós, num acto único de amor, está ali, nas nossas mãos, na nossa boca e no nosso coração. E pede que o comunguemos. Que o deixemos ser um connosco. Pede que O façamos nosso. Melhor: pede que a nossa vida seja sua, inteiramente sua.

E pede-nos, hoje, que o seu anúncio e as suas acções possam estar próximos, e interpelar, convidar - hoje como na Galileia de há 2000 anos - a todos aqueles que ainda não se encontraram com Ele, mas a quem Ele não desiste de procurar, de encontrar, de amar.

+ Nuno, Bispo do Funchal

Festa da Luz, a 15 de junho de 2019, na Paróquia dos Álamos, Funchal.

Festa da Luz (3º catecismo) 

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Pároco — Quando fostes batizados, os vossos pais e pa­drinhos é que acenderam a vela do Batismo; hoje sois vós que a acendeis.

Canta-se. O pároco comunica a luz aos catequizandos, à medida que vêm dos bancos. Os catequizandos permanecem voltados prò altar, no degrau mais largo. Uma vez acesas as velas, os padrinhos vêm dos bancos até aos catequizandos. Estes viram-se pra aqueles e ambos seguram e levantam a (mesma) vela, enquanto respondem ao que se segue.

Pároco — Com a luz de Cristo a iluminar o coração de cada um e dos outros, professai a fé como fizeram os vossos pais e pa­drinhos:

Pároco — Renunciais às tentações do mal, para que o pe­cado não vos escravize?

Todos — Sim, renuncio.

Pároco — Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?

Todos — Sim, creio.

Pároco — Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi se­pultado, ressuscitou dos mortos e está à direita do Pai?

Todos — Sim, creio.

Presidente — Credes no Espírito Santo, na santa Igreja ca­tólica, na comunhão dos santos, na remissão dos peca­dos, na ressurreição da carne e na vida eterna?

Todos — Sim, creio.

Presidente — Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Todos Amen.

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