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Paróquia dos Álamos, Funchal

Crer ou não crer eis — eis a questão

Missa2020.04.23.png

 

Que Cristo cresça e eu diminua — dizia o amigo do Esposo. Por momentos, foquemo-nos n'Ele; não em nós. No Evangelho segundo o outro são João... Crer ou não crer eis — eis a questão que dita o resultado: viver ou não viver.

Os apóstolos reincidem, perante o Sinédrio,  «no» crime: falar de Jesus Cristo. É que prègar a morte e ressurreição de Jesus denuncia a responsabilidade dos tribunais deste mundo. Mas, antes que aos homens, obedecer a Deus, que constituiu Jesus Cabeça e Salvador dos pecadores! Ali são testemunhas o Divino Espírito Santo e nós.

Acabar com os apóstolos — eis a sentença de sempre... em primeira instância. O mesmo Espírito chama ainda a testemunhar tudo quem Lhe obedece, mediante a caridade, a pobreza, a compaixão, a alegria, a inimizade por parte dos poderes, o martírio.

Afinal, ser cristão é preparar-se prà perseguição, em diferentes formas e vagas. Continuamente, Palavra e Eucaristia nos fazem passar de pecadores a penitentes, de réus a absolvidos, da morte à Ressurreição.

Domingo, a qualquer hora, em educris.com, há catequese do 1.º ao 6.º ano (-:ou durante a semana, às 18h30, no youtube.com:-)

cat1-6.jpg

#catequesemcasa

Serão disponibilizados vídeos com as catequeses do 3.º Bloco de cada um dos catecismos da infância:

2.ª-feira — 1.º catecismo;

3.ª-feira — 2º catecismo;

4.ª-feira — 3º catecismo;

5.ª-feira — 4º catecismo;

6.ª-feira — 5º catecismo;

sábado — 6º catecismo.

As catequeses são dirigidas às crianças que as poderão acompanhar juntamente com a família. Aconselhamos que tenham o catecismo consigo.

Local: canal «youtube» Educris (https://www.youtube.com/user/canaleducris)

Hora: 18:30

Duração: 20 minutos.

 

1 foi-se.1 faltou ao Dia de Páscoa. 8 dias depois, quantos somos?

11.png

Neste «dia» de Páscoa, de Domingo a Domingo, a Ressurreição dava à luz a fé. Oito dias depois, nascia daquele Onze inicial a comunidade.

«Felizes os que acreditarem sem terem visto», dissera Jesus; Pedro repete: «Sem O terdes visto, Vós O amais; sem O ver ainda, acreditais n’Ele». A comunidade do futuro seria a nossa: a que ama, crê e anuncia Jesus Cristo e a Sua Ressurreição, sem O ver com os olhos do corpo, muitos agora mesmo sem «ver a Deus» na Eucaristia.

Como era a primeira comunidade fiel em Cristo; como é a atual (familiar, consagrada, paroquial)? «41Aqueles, pois, que acolheram a Sua palavra, fizeram-se batizar. E acrescentaram-se a eles, naquele dia, cerca de três mil pessoas. 42Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações. " 43Apossava-se de todos o temor, pois numerosos eram os prodígios e sinais que se realizavam por meio dos apóstolos. 44Todos os que tinham abraçado a fé reuniam-se e punham tudo em comum: 45vendiam Suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos, segundo as necessidades de cada um. 46Dia após dia, unânimes, mostravam-se assíduos no Templo e partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração. 47Louvavam a Deus e gozavam da simpatia de todo o povo. E o Senhor acrescentava cada dia ao seu número os que seriam salvos» (At 2).

São Lucas transporta-nos às origens da Igreja nestas palavras, com a saudade a ternura de quem recorda a ida infância. Acorda! É real: desde o Dia da Ressurreição, a mesma Igreja volta reunir-se sempre «de Domingo a oito».

«Estando fechadas as portas da casa» familiar e da igreja, «onde os discípulos se encontravam com medo dos» vírus por ora, «veio Jesus, colocou-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco”». Sim, paz pra ti, pra mim, pra nós, com feridas em que pôr o dedo, em lugar das Cinco Chagas, mas com as mesmas Palavra e Eucaristia.

Talvez falte a «comunhão fraterna», «alegria e simplicidade», ser «assíduos no Templo» quando dizíamos: «Não posso», o que se tornou verdade; «Não tenho tempo», e agora confundimos os dias da semana, do mês, mais de mês; «Tenho muito trabalho», agora a (certa) distância ou à distância (toda).

Ainda é tempo... O Pai «na Sua grande misericórdia, nos fez renascer, pela Ressurreição de Jesus Cristo». «Pra quê?», perguntamos, despachorrentos (!). Pra: «uma esperança viva»; uma «herança» a nós «reservada nos Céus» pois somos «guardados» por Deus; e «a salvação que se vai revelar».

Da assembleia litúrgica saí(a)mos revigorados prò dia a dia que aí vem e os descrentes exclam(av)am: «Vede como eles se amam!» (Tertuliano).

O que falta pra que isto aconteça? Deixar que, não só Deus, mas ao próximo, ouça a minha oração. Tudo ouvir, não de, mas a meu irmão; falar, não dele, mas com ele; dar nome próprio ao rosto que vejo durante a Missa; sentir a sua alegria, esperança, tristeza ou angústia como minha (Vaticano II).

«Estando fechadas as portas», façamos sentir ao irmão (segundo a carne ou o espírito) que não estou desejando (!) de fugir dele, que comigo celebra, se cruza, viaja, conversa, (se) alegra, sorri, ri, (se) entristece, chora, grita, compra, vende, (se) serve, estuda, trabalha, (se) resguarda, (se) cuida, cozinha, limpa, lava, engoma, joga, brinca, (se) liga, desliga, descrê, crê, (se) detesta, adora, (se) desespera, espera, ama... vendo ou não, sem tocar como Tomé... não tocou, admirado com(o) ele: «Meu Senhor e meu Deus!»

Afinal, somos 12!

 

Palavra, Eucaristia, Fraternidade.

O movimento saltou pra fora da imagem:

4ª-FªOitavaPáscoa2020.png(4.ª-Feira da Oitava da Páscoa)

 

Jesus aparece de novo; agora, a 2 discípulos, pelo caminho Jerusalém–Emaús. Vão do desencanto com um certo messias até à fé no Ressuscitado.

Que saídas têm os discípulos de então e de hoje prò encontro com Cristo?

Desanimados, em procissão do Enterro das próprias esperanças no Messias;

não O reconhecendo n’Aquele que os acompanha e ignora o topo da atualidade;

incrédulos a respeito de angélicas e femininas notícias do sepulcro vazio e da Ressurreição;

seguem 3 saídas.

1.ª — A Bíblia Hebraica relida à luz de Cristo: o necessário sofrimento prà glória do Messias; as referências do Pentateuco e dos Livros Histórico-Proféticos a Jesus.

2.ª — A Eucaristia implicitamente suplicada pelos discípulos resgata-os do confinamento mental, mediante a mesma sinopse:

Jesus,

à mesa,

toma o pão,

pronuncia a bênção

parte-o

e dá-o.

3.ª — A comunidade é ponto de partida e meta prò Encontro; ali, Jesus (des)aparece: está connosco mas de modo novo e real.

Impedidos pelo estado de emergência de celebrar ao pé uns dos outros…

…Redescobrimos a Palavra de Deus como alimento da fé e do amor?

…Sentimos fome e sede da Eucaristia?

…Enquanto essencial comunidade de 2 ou 3, somos, prà restante, sinal do Ressuscitado?

A Palavra que me desperta,

a Eucaristia que desejo,

a Fraternidade que pratico

Permitem-me

conhecer e dar a conhecer

Jesus.

 

...Palavra, Eucaristia, Fraternidade.

O movimento saltou pra fora da imagem:

4ª-FªOitavaPáscoa2020.png(4.ª-Feira da Oitava da Páscoa)

 

Jesus aparece de novo; agora, a 2 discípulos, pelo caminho Jerusalém–Emaús. Vão do desencanto com um certo messias até à fé no Ressuscitado.

Que saídas têm os discípulos de então e de hoje prò encontro com Cristo?

Desanimados, em procissão do Enterro das próprias esperanças no Messias;

não O reconhecendo n’Aquele que os acompanha e ignora o topo da atualidade;

incrédulos a respeito de angélicas e femininas notícias do sepulcro vazio e da Ressurreição;

seguem 3 saídas.

1.ª — A Bíblia Hebraica relida à luz de Cristo: o necessário sofrimento prà glória do Messias; as referências do Pentateuco e dos Livros Histórico-Proféticos a Jesus.

2.ª — A Eucaristia implicitamente suplicada pelos discípulos resgata-os do confinamento mental, mediante a mesma sinopse:

Jesus,

à mesa,

toma o pão,

pronuncia a bênção

parte-o

e dá-o.

3.ª — A comunidade é ponto de partida e meta prò Encontro; ali, Jesus (des)aparece: está connosco mas de modo novo e real.

Impedidos pelo estado de emergência de celebrar ao pé uns dos outros…

…Redescobrimos a Palavra de Deus como alimento da fé e do amor?

…Sentimos fome e sede da Eucaristia?

…Enquanto essencial comunidade de 2 ou 3, somos, prà restante, sinal do Ressuscitado?

A Palavra que me desperta,

a Eucaristia que desejo,

a Fraternidade que pratico

Permitem-me

conhecer e dar a conhecer

Jesus.

 

Ide dizer... a Vida!

2.ª-Feira da 1.ª Semana da Páscoa

Vigília Vaticano 2020.png

 

2.ª-Feira da 1.ª Semana da Páscoa

Este é o 2.º de 8 dias ou Oitava da Páscoa, viva como um só «Dia». É também o 3.º dia do «grande Domingo» a Cinquentena Pascal, como disse santo Atanásio, nome que, por sinal, significa «que não morre».  A Ressurreição não é um facto isolado. É sentido e culminar de toda a história, vida e morte do Homem. Ocupamo-nos neste dias litúrgicos da aparição:

 do Ressuscitado (aos discípulos) — Evangelho —

e da Igreja nascente (prò mundo) — 1.ª leitura.

O Evangelho narra a aparição de Cristo a Maria de Magdala e a Maria de São Tiago. Após o anúncio do Anjo — «...Ressuscitou... Ide dizer...» —,  o próprio Jesus lhes disse: «Alegrai-vos... Não temais: ide dizer aos meus irmãos que vão prà Galileia; lá Me verão».

O evangelista Mateus dá conta do conflito entre o judaísmo e o nascente cristianismo. Os sumos sacerdotes e os anciãos compram o silêncio dos guardas do sepulcro de Jesus: «Dizei que os Seus discípulos foram de noite e roubaram o corpo enquanto dormíeis».

Contudo, os discípulos têm tratado de repor a verdade. Os Atos dos Apóstolos, lidos desde as Páscoas do século IV, apresenta-nos hoje o primeiro dos anúncios do apóstolo Pedro: «Deus ressuscitou Jesus e disso somos testemunhas nós», que recebemos «a efusão Espírito Divino, predita pelo profeta Joel pròs tempos messiânicos». Apesar de Jesus ter sido morte, cumpre-se a profecia: «Não me entregarás à morte nem deixarás o Vosso servo sofrer a corrupção» (salmo responsorial). Cada um de «nós» trata de difundir tal Verdade que nos enche de alegria, fé e coragem pra anunciá-la:

Deus «assinou por baixo» dos ditos e feitos de Jesus, ressuscitando-O dentre os morros;

a Sua ressurreição inaugura tempo e mundo novos, em que a Vida diz a última palavra sobre a morte de quem acreditar no Filho por Deus ressuscitado. «Glória a Vós que... agora viveis pra sempre... Salvai-nos. Vinde, Senhor Jesus!»

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