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Paróquia dos Álamos, Funchal

...pra encontrar e ser encontrado pelo Verbo e pelo Corpo?

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«Eis o que diz o Senhor:
"Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas.
Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei.
Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite.
Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta
e o vosso trabalho naquilo que não sacia?
Prestai-Me atenção e vinde a Mim;
escutai e a vossa alma viverá.
Firmarei convosco uma aliança eterna,
com as graças prometidas a David» (Isaías 55,1-3).

«Babilónia» ou «Babel» é de má memória: exílio dos israelitas (1), símbolo de Roma que persegue os cristãos. É consequência da eliminação do justo (Abel) pelo seu irmão (Caim), dos dilúvios da Humanidade (ao «tempo» de Noé), sinal da degradação de quem se une contra Deus (torre de Babel).

O terceiro Isaías rompe o desânimo de quem está fora de si e dos seus, anunciando o regresso à Terra outrora Prometida e o surgimento de um novo e maravilhoso Reino.

Quando tudo (se) gastou, qualquer um deseja comer «sem dinheiro e sem despesa». Quando nos acomodamos ao confinamento (Babilónia) não temos fome nem sede nem vontade de sair dele. Voltar à terra, investir na surpresa, aventurar-se no risco?! Nah!

Viver fechados na rotina é gastar-nos a nós, ao «dinheiro naquilo que não alimenta» e ao «trabalho naquilo que não sacia». Só quem sair (de si próprio) terá, grátis, a alegria do banquete do Senhor.

Poucos regressaram a Israel, que, pra mais, os recebeu mal. «Fomos enganados!?» — podiam questionar-se. Não! O banquete é outro. Não se limita ao (des)comer... como se diz que dizia um antigo padre de seminário.

Cristo viria a dar um Banquete que sacia toda a fome e sede de felicidade, justiça, fraternidade, amor e paz. Tanta vezes, nos gastamos a nós, ao que temos e ao que não temos naquilo que não satisfaz: (des)crenças que não são fé, experiências que não são ciência, «guloseimas espirituais» fora desta casa do Pão que formamos, escutamos e comungamos.

Desejámos sair dos confins (de nós próprios) pra nos encontrarmos e sermos encontrados pelo Verbo e pelo Corpo de Deus Filho?

 

O exílio na Babilónia foi divisor de águas na história do povo hebreu. Depois da destruição do reino do norte (Israel) em 722 a.C. com a tomada da Samaria pela Assíria, outro reino poderoso passa a dominar a região e consequentemente o reino do sul (Judá): o império babilónico. Os babilónios foram terríveis pra Judá. Estes, sob o comando de Nabucodonosor II, exerceram grande pressão económica na região e as suas retaliações a Judá resultaram na grande deportação dos citadinos de Jerusalém pràs margens do rio Quebar, na Babilónia, e, por conseguinte, a destruição da cidade e do Templo em 587 a.C. (2Rs 25, 1-17). Exílio é o nome dado às deportações ocorridas durante a dominação babilónica, em que o povo ficou privado de tudo aquilo que fazia parte de sua identidade existencial, isto é, o seu Deus (identificado na figura do Templo) e Sua terra prometida (Ex 3, 8) (cf. ocnoticias.com.br).

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